22 de jul de 2011



Ontem eu olhei várias vezes para o céu. E a noite estava tão turva, tão densa, tão confusa.
Acho que me perdi nos pensamentos dela. E nos meus.
Naquela pesada névoa de um inverno congelante, congelado.
Tudo parecia estático ontem. Os sorrisos plastificados nos rostos, as mãos frias que me ousaram tocar a face. Outra pessoa veio aqui me consolar. E eu não gosto de consolos. Consolos fazem minha ferida ficar mais exposta, como se eu não a pudesse controlar. Sanar. Sarar.
Por mais que seja dolorido, por mais que não faça nenhum sentido, eu realmente te queria aqui.
É estranho, é louco e é manso. É uma vontade serena. Uma paz turbulenta que me invade o ser. A alma transborda pelas beiradas do corpo e eu inteira sou silêncio. Sempre fui.

Um comentário:

  1. Muito obrigada pela visita, florzinha!
    Sinta-se em casa, viu? ^^

    Gostei muito dos seus posts, já tô seguindo aqui ;)

    BeijinhO!

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