28 de ago de 2011

Não se pode forçar absolutamente nada pra dar certo.
Tudo tem que ser natural.
Como uma flor que nasce ao acaso, um beijo não esperado, uma festa surpresa...
  As melhores coisas acontecem sem querer.
A paixão, o olhar que se remete, o ar que se respira.
É bom se deixar levar, sem medo. Simplesmente viver.

27 de ago de 2011

Sentada na areia quente da praia, ela via as horas se arrastarem lentamente.
Escorregarem tediosamente naquele monótono dia de domingo.
mais a frente crianças brincavam e suas gargalhadas eram como sedativos para sua dor, bem lá dentro.
De relance olhou para uma mesa ali perto.
Um casal conversava tranquilamente. Eles sorriam vez ou outra. Era nítido o amor que, pequenino ainda nascia entre eles. Mesmo assim já era notável. Estava nos olhares.
Desviou sua atenção para o mar, o barulho das ondas quebrando nas pedras a fascinavam.
E ali pertinho, o oposto. Um casal de velhinhos abraçados, parecia comemorar longos anos de pura felicidade. Um amor maduro, contente.
Não pôde deixar de pensar, se o amor do primeiro casal cresceria de tal forma.
Para ela, chegava a ser constrangedor pensar no amor. Pra não dizer doloroso.
Mas ali, diante dos últimos fragmentos alaranjados do por do sol, deixava suas lembranças no fundo do mar.

26 de ago de 2011

Acabo de acordar, e já procuro esquecer os sonhos confusos que tive.
Foram cenas e frases tão desconexas, que ainda sobrevoam meus pensamentos.
Eu olho por entre as grades da minha janela, e vejo apenas a escuridão de uma noite sem lua. Faz frio.
E eu aqui, boba, ainda penso em você depois de tudo.
Admito que todo seu afago e frieza me deixaram confusa.
Imprevisível como meros mortais, inconsequente como qualquer adolescente.
Enquanto isso, ensaio palavras pra dizer que está tudo bem. Mas meu olhar me entrega.
E o que ele denuncia é o meu desespero, o meu desalento.
Meu olhar implora por uma nova paixão!

14 de ago de 2011


Os dois permaneciam calados. Um de frente para o outro e aquele silêncio perturbador brincando entre eles. Já era noite. Um vento frio percorria as escadas, e era possível sentir a frieza do momento. A lua parecia que ia escorregando debaixo da porta, esticando-se por entre cada fresta do condomínio. Queria tocar com sua luz, o corpo gelado daqueles dois que os agasalhos fingiam aquecer.
Para quebrar o clima ruim, o menino perguntou à garota se ela sentia frio. Demorou alguns segundos até que as palavras saíssem de seus lábios. E para ele foi uma eternidade sem fim. Ela, calmamente, descansou aqueles grandes olhos pretos em algum lugar além e disse que não.
O silêncio faceiro continuou a correr e pular os degraus. Zombando alegremente da falta de palavras do menino.
Mas ele sabia que ela havia mentido! Assim como mentiu ao dizer que não o amava. Que nunca o amou, afinal?
O que o menino jamais poderia imaginar é que ela estava acostumada com a falta de calor dentro de si mesma. Sentia apenas o coração desacelerando para uma batida mais melancólica. Mais triste. Em perfeita sintonia com seu estado de espírito. O que o menino jamais poderia imaginar é que ela não sabe mentir.

13 de ago de 2011


"Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. 
Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar.
Mas se você não sabe lidar com o meu pior, 
então com certeza, você não merece o meu melhor!"

- Marilyn Monroe



Eu me sinto mergulhada em um mar de confusões. 
As certezas já não me pertencem mais. Sou metade confusão, outra parte loucura e ainda uma pitada de sentimentos conturbados. 
Sentimentos, eu já nem sei quais eu sinto.
É uma mistura tão louca de amor, ódio, raiva, paixão, tristeza, felicidade, indiferença... 
Ai, veremos o que o tempo fará, no que tudo resultará.

O vento bate em meu rosto. As gotas da chuva se misturam com as minhas lágrimas.
O aperto no meu peito insiste em esmagar meu coração.
Erramos. Os dois!
E agora eu não tenho você, e você não tem a mim.
A dor às vezes chega a ser maior. O vazio em meu peito, imenso.
Sangra. Isso mesmo, sangra.
Você me fará falta, sim. Mas eu ainda encontro um novo amor.